Sexualidade

         

 

As relações amorosas são, por si só, complicadas. Quando a estas adicionamos a problemática da Paraparédia Espástica Hereditária a situação torna-se ainda mais complexa. Abordar o tema da sexualidade e intimidade ainda é um tabu mas é fundamental para a resolução de problemas relacionados com companheirismo, intimidade e sexualidade.

Alguns casais têm a capacidade de se adaptar a estas alterações facilmente, outros têm uma maior dificuldade em gerir todo este processo. É comum que os parceiros dos doentes com Paraparésia Espástica Hereditária se sintam culpados, frustrados, ressentidos, embaraçados, confusos e com medo.

• Culpados por recusarem investidas sexuais dos seus companheiros ou por desejarem uma vida sexual satisfatória.

• Frustrados devido a problemas que surgem durante o acto sexual, ou pela incapacidade do companheiro em satisfazê-lo, ou em demonstrar interesse nas suas necessidades.

• Medo de ser egoísta, de atender às necessidades do companheiro, ou de ferir o orgulho se recusar avanços sexuais.

Apesar da relação e intimidade do casal sofrer alterações quando um dos parceiros apresenta Paraparésia Espástica Hereditária, é importante preservar os momentos a dois e focar os aspectos positivos da relação. Eis algumas sugestões de actividades que podem ser feitas a dois:

• Ouvir música;

• Rever álbuns de fotografias;

• Conversar sobre o passado;

• Caminhadas;

• Pequenos projectos (como jardinagem e pintura);

• Exercício físico;

• Dança;

• Assistência em cuidados de higiene (manicure, barbear,..).

Capacidade de consentir as relações sexuais

Uma outra questão que se levanta na área da sexualidade é capacidade do doente decidir se quer ou não ter relações sexuais com o seu companheiro ou terceiros. O facto de ter Paraparésia Espástica Hereditária não significa que o indivíduo não tenha capacidade de tomar as suas decisões e de reconhecer as suas consequências.